JANAÚBA – Nesta semana completará um mês que os professores e funcionários da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) iniciaram a greve por melhores condições de trabalho. A paralisação também atinge o campus de Janaúba, cuja decisão ocorreu no dia 4 de maio, dois dias depois da deflagração do movimento. Os estudantes também decidiram em apoiar os docentes e reforçam as reivindicações, inclusive as que foram apresentadas pelos acadêmicos.
Em assembleia no dia 6 deste mês, os acadêmicos dos cursos de Agronomia e Zootecnia, ambos do campus de Janaúba, optaram em se juntarem aos professores e demais professores na paralisação das atividades. Em nota, o comando de greve informa que as negociações com o governo do estado aconteceram desde agosto de 2015, no entanto, não foram atendidas as reivindicações.
“Assim, no campus da Unimontes de Janaúba, as aulas de graduação dos cursos de Agronomia e Zootecnia estão paralisadas. Estamos repassando essas informações para a comunidade, pois consideramos que o seu apoio ao movimento é imprescindível para que o governo estadual se sensibilize às reivindicações dos docentes e discentes da Unimontes rapidamente, evitando assim, a perda de profissionais qualificados para outras instituições e garantia de um ensino de qualidade para os cursos de graduação e pós-graduação”, expressa em nota o comando de greve, nesta cidade.
AS REIVINDICAÇÕES
- Corpo docente: Reposicionamento na carreira conforme titulação; concurso em fluxo contínuo; nomeação dos professores aprovados em concurso; melhores condições de trabalho; reforma administrativa interna; recomposição das perdas salarias decorrentes da inflação, desde 2010; incorporação da GDPES e do "pó de giz";
- Servidores técnicos-administrativos: incorporação da gratificação complementar e abono; aumento real de salários com a devida reposição da inflação; reestruturação da carreira dos trabalhadores; implantação da jornada máxima de 30h semanais sem redução salarial; gratificação por produtividade etc.
- Acadêmicos: melhoria da infraestrutura da universidade (salas de aula: refrigeração, quadro de giz, projetor de multimídia..., laboratórios); acessibilidade para os portadores de necessidades especiais; otimização das condições de trabalho dos estagiários; flexibilização da estrutura curricular; segurança no campus; ampliação da sede do DCE; auxílio alimentação por nível socioeconômico; moradia estudantil; implementação de bolsa permanência como medida provisória; eleições diretas para reitor; aumento do orçamento para Unimontes; estadualização de todos os campi.